CÂMARA DE ARACRUZ PROMOVE RODA DE CONVERSA COM PAIS E RESPONSÁVEIS SOBRE ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS ATÍPICAS

por Wagner Felicio Junior publicado 09/04/2026 16h26, última modificação 09/04/2026 16h26
Encontro reuniu famílias, instituições e representantes do poder público para debater desafios e buscar melhorias nos serviços oferecidos no município

O plenário da Câmara Municipal de Aracruz sediou, na tarde da última quarta-feira (08/04), uma roda de conversa promovida pela Comissão de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres, reunindo pais e responsáveis por crianças atípicas, além de representantes de instituições e das secretarias municipais.

Participaram do encontro as vereadoras Adriana Guimarães e Etienne Coutinho Musso, e os vereadores Vilson Jaguareté e Léo Pereira, além de representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds), da Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Aracruz (Apae) e da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes).

A iniciativa teve como objetivo ouvir as demandas das famílias e das instituições, identificando desafios no atendimento e buscando, junto ao Executivo Municipal, caminhos para aprimorar os serviços destinados às crianças atípicas no município.

Durante a reunião, mães relataram experiências relacionadas ao atendimento oferecido, destacando avanços, mas também apontando dificuldades. Entre os principais pontos levantados estiveram a adaptação ao modelo de atendimentos em grupo, a necessidade de acompanhamento individualizado em alguns casos, especialmente nas áreas de fonoaudiologia e psicologia, além de questões logísticas, como transporte e acesso às unidades de atendimento.

Representando a Secretaria Municipal de Saúde, a secretária Rosiane Scarpatti explicou que os atendimentos seguem protocolos técnicos estabelecidos por especialistas, com base em estudos nacionais, e são organizados conforme o grau de necessidade de cada paciente. Segundo ela, cada caso é acompanhado por meio de um Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado por equipe interdisciplinar, permitindo ajustes ao longo do tratamento conforme a evolução do paciente.

A presidente da Apae de Aracruz, Gilcinéia Xavier, destacou que a instituição mantém diálogo constante com as famílias e que o modelo de atendimentos em grupo não exclui a oferta de atendimentos individuais, definidos a partir de avaliação técnica. Ela ressaltou ainda os investimentos realizados, que contribuíram para consolidar a Apae local como referência no Espírito Santo, além de enfatizar a importância da participação ativa das famílias no processo terapêutico.

Questões específicas apresentadas pelas mães foram encaminhadas durante o encontro, incluindo ajustes no local de atendimento para facilitar o acesso de famílias da região litorânea e a resolução de demandas relacionadas a agendamentos na rede municipal de saúde. Também foram esclarecidas situações pontuais envolvendo a continuidade de tratamentos.

A presidente da Amaes, Pollyana Paraguassu, compartilhou experiências da instituição e reconheceu os desafios enfrentados tanto pelas equipes técnicas quanto pelas famílias, especialmente no que diz respeito à participação nos atendimentos e à conciliação com a rotina de trabalho. Ela destacou a importância de ampliar o acesso aos serviços de forma mais compatível com a realidade dessas famílias.

Outro tema abordado foi a inclusão escolar. Uma das participantes destacou a necessidade de capacitação contínua dos profissionais da educação para melhor atendimento aos alunos com necessidades especiais. A vereadora Adriana Guimarães reforçou a relevância da pauta e informou que a Comissão estuda a elaboração de proposta legislativa voltada ao fortalecimento da formação desses profissionais, além de citar a necessidade de valorização dos auxiliares da educação especial.

Também foi apresentada, de forma breve, a busca por novas tecnologias no atendimento, como o uso de ferramentas terapêuticas inovadoras voltadas ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e social de crianças. Nesse contexto, Marcio Alves, representante do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) de Aracruz, citou a experiência com a boneca “Maria”, já adotada na capital do Estado, como exemplo de recurso terapêutico em observação.

Ao final, a presidente da Apae agradeceu à Câmara Municipal pelo apoio institucional e pela destinação de recursos que têm contribuído para a ampliação e melhoria dos serviços prestados, incluindo a previsão de aquisição de um novo veículo para atendimento.

A Câmara Municipal de Aracruz reafirma seu compromisso em promover espaços de diálogo sobre temas relevantes para a sociedade, fortalecendo a construção coletiva de soluções e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população.